segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Clutch, A banda.





    Clutch, A banda. OS caras. O som. Tudo que diz respeito a esses malucos é digno de pelo menos uma espiada, seja um projeto paralelo, seja um som novo, seja uma entrevista, pois Clutch é A BANDA, realmente. Vindos de Maryland, alguns doidos que resolveram fazer um mix de sonoridades: o "puro" Rock´n Roll, o Blues, o Jazz e seu jam style, o Funk e por ai vai. O resultado? Qualquer coisa de fantástico e totaltemente agradável aos ouvidos.
    Conseguindo variar do quase-Metal ao Bluesy, do "rock´n roll, baby" ao funk primorosamente grooveado, eles passaram ao longo dos anos(e dos albuns) por diferentes sonoridades com uma precisão arrebatadora. É rock, é funk, é blues, é tudo. É Clutch, nada mais e nada menos. Não estão no mainstream, mas conseguem arrebatar fãs fiéis e fervorosos por onde quer que passem com seus shows vigorosos e contagiantes. Em algumas bandas, você nao consegue apontar um album ruim. No Clutch, acho dificil apontar UMA MUSICA ruim, simplesmente nao há, cada musica com sua propria particularidade é simplesmente fantástica. Por muitos, é chamado de "Clutch music" esse jeito de fazer música, pois é dificil rotular de apenas um jeito o som desses caras, seria até vulgar e imoral.
    Em suas letras, temas como ficção científica, cinema, música e cultura geral são abordados de forma irônica, inteligente e ácida, com referências interessantes e cheias de "pormenores". Vale dizer que os mesmos caras tambem faziam parte de um outro grupo, uma Jazz Band chamada THE BAKERTON GROUP, projeto pararelo dos caras. Alem disso, Jean Paul-Gaster, baterista da banda, ja participou de albuns de bandas como FIVE HORSE JOHNSON, WINO e tocou em um projeto Stoner chamado KING HOBO com o tecladista da banda OPETH e o guitarrista da banda Stoner KAMCHATKA. Ja Neil Fallon, o vocalista, participa do projeto paralelo THE COMPANY BAND, com músicos das bandas FIREBALL MINISTRY, CKY E FU MANCHU.
    Recomendações de albuns: todos, mas, especialmente Blast Tyrant, Pure Rock Fury e Slow Hole to China.
    Bem, músicas falam mais que palavram, só conferindo pra entender.











segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Quando os loucos estão a solta - Gay Paris, baby!

 

 
     Imagine o encontro entre a banda Clutch(pra quem não conhece, clique aqui), Chrome Division, o Blues, o Country, o Rockbilly e muita, muita insanidade. Isso QUASE pode resumir 1% do que é a banda Gay Paris, uma banda insana de Sydney que acaba de lançar o seu album-debut ha pouco tempo(tem 2 demos lançadas nos ultimos 2 anos) e que dificilmente se enquadra em apenas um gênero ou outro, mas facilmente se adapta a qualquer um deles com seu som mistureba e delicioso.
    Os caras conseguem passar do puro rock´n roll ao Blues e ao Metal com uma facilidade assustadora, criando uma atmosfera sonora viciante, empolgante e enérgica, baseada numa instrumentação rápida, "pegada" e pesada e no vocal grave e arranhado de Luke(sinceramente, não sei o sobrenome, é raro achar informações concisas sobre os caras na net, continuo na procura), que pode ate lembrar um pouco o jeito de cantar do próprio vocalista do Clutch, Neil Fallon. Falando a verdade, essa banda pode ser facilmente classificada como sendo do tipo "ame ou odeie": ou você se acostuma com esse "mix" de gêneros dos caras e com a voz meio "profundeza dos Infernos" de Luke ou esqueça, pode passar adiante e deixar essa banda para trás. Eu levei umas três audições pra realmente curtir o som dos malucos, e agora estou completamente viciado e esperando pelo próximo album enquanto sigo ouvindo esse primeiro de vez em quando.
   Outro ponto curioso são os videoclipes da banda: todos contêm uma dose generosa de putaria, sujeira e perversão e muito, MUITO bom humor em cenas muito divertidas e, para alguns, ofensivas e escrotas. Peitos de fora, pole dance, pelos pubianos, tem de tudo um pouco.
   Resumindo: vá já ouvir esse negócio, deixe os malucos cativarem seus ouvidos tambem!




 Estou com algum probleminha para upar os videos aqui. Então, acesse-os clicando aqui e aqui.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A banda revival da noite!

      A banda dessa noite, dia 1 de Setembro de 2011, mistura influências poderosas: um pouco de Black Sabbath aqui, um tanto de Stoner Rock ali...mas dá pra dizer que a influência do Sabbath é mesmo predominante. Impossivel ouvir alguns riffs de algumas músicas e não associar logo de cara à essa legendária banda de Rock pesado, responsável direta(ao lado de algumas outras) pela formação do tão foda subgênero Stoner Rock.O peso, passagens marcantes e um tanto sombrias, profundidade, essas são caracteristicas da SERPENT THRONE.
     SERPENT THRONE é uma banda de Stoner Rock formada na Philadelphia, ativa desde 2005 e tem como marca maior ser um quarteto de Stoner Rock essencialmente instrumental. É isso mesmo: nada de vocais, de nenhum tipo, apenas marcantes e poderosas passagens instrumentais a la Black Sabbath. O que poderia ser um grande e retumbante fracasso em outras ocasiões é um acerto monumental com essa banda, pois a belissima construção instrumental de suas músicas simplesmente dispensa vocais, a bateria, o baixo e, principalmente, as guitarras bem timbradas dão conta do recado. É uma daquelas tantas bandas de Stoner Rock(e outros gêneros) que deve ficar no quase-anonimato apesar de possuir uma qualidade inegável para os adeptos do gênero. Eu mesmo achei essa beleza ai por acaso, em uma das frequentes vistorias em blogs nos meus finais de semana, e foi uma bela recompensa. Mais uma bela fábrica de petardos para acrescentar ao meu HD e à minha mente.
    Os caras possuem três albuns até agora: "Satan Ride", de 2007; "The Battle of Old Crow", e "White Summer, Black Winter", de 2010. E que venha logo o próximo, quiçá até mesmo no corrente ano de 2011. Imperdivel!




 

















































sexta-feira, 19 de agosto de 2011

66 anos e keep rockin, baby




    E o post de hoje vai especialmente pro cara que é um "deus" do rock´n roll, uma das maiores vozes do Hard Rock e um badass filho da mae fodão, tio Ian Gillan, o mito do Deep Purple(um deles, so tem mitos nessa puta banda, a bem da verdade). 66 anos chutando traseiros e com uma voz de causar inveja em qualquer um.

   Pra você, tiozão!!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Novo com cheiro de velho, mas sem mofo!

 



   










      Pare tudo que você está fazendo por cinco minutos e foque nessa banda: se voce gosta de bom e velho Hard Rock setentista com uma pitada de psicodelia e outra de blues, se gosta de Cream, de UFO, de Led Zeppelin, existe uma grande chance de voce curtir essa pérola sueca.
     Graveyard é mais uma pequena maravilha perdida no mundo, apenas à espera de que algum saudosista ou apreciador de boa música a descubra e se encante. Ou então, aproveite quando algum conhecido te recomendar essa banda e pare cinco minutos para ouvir alguma musica, melhor se for Evil Ways ou Lost in Confusion, dai o "estrago" será imediato. Formada em 2006, mas com um tremendo ar de banda antiga, seja na atmosfera criada, no vocal que lembra o de antigos cantores de Hard Rock 70's ou na precisão cirurgica da guitarra para auxiliar a compôr a tal atmosfera clássica, a banda Graveyard busca reavivar esses conceitos de Hard Rock blueseiro, psicodélico, freak, chapante. Feche os olhos por um minuto e você imaginará que está ouvindo algo vindo diretamente dos anos 70 pelo Tunel do Tempo, a sensação é quase surreal.
     Até a presente data, os suecos contam apenas com dois albuns: "Graveyard", de 2007, e "Hisingen Blues", desse ano mesmo, 2011. Enquanto o primeiro é mais focado na psicodelia hard rocker dos anos 70, o segundo mostra uma pegada mais blueseira, mais grooveada, melódica, mas é possivel encontrar de tudo um pouco nos dois albuns, os caras dividiram bem a peça e mostram que o negócio é realmente foda! É do tipo de banda que voce espera que nao caia na malha do esquecimento e se perca definitivamente sem dar seguimento a um belo e longo trampo nesses dias onde quase tudo é tão massificado, tão copiado ao extremo, tão pouco original. Graveyard consegue, ao mesmo tempo, absorver as influências citadas anteriormente e, ainda por cima, imprimir uma marca própria, criar sua "cara" e dá-la a tapa aos que duvidam que é possivel fazer algo a mais nos tempos atuais. Sem mais.








                                       

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"Miracle Worker"



      E não é que a bagaça começou bem?

      Foi liberado hoje o primeiro single do grupo Superheavy, formado por Mick Jagger(lider dos Rolling Stones), a cantora Joss Stone, o cantor Damien Marley(filho de Bob Marley), o guitarrista Dave Stewart(da banda Eurythmics) e o compositor indiano A.R.Rahman. Intitulado "Miracle Worker", o single apresenta uma bela canção embalada por um Reggae muito bem grooveado, pela voz extremamente doce e marcante de Joss Stone e pela presença sempre firme e swingada do astro Mick Jagger, emprestando sua otima voz para uma musica que pode estar dando inicio a uma bem sucedida e certamente bem sacada reunião de músicos competentes e com algo especial a dizer e cantar. "Miracle Worker" dá provas disso, e é capaz de fazer com que você já espere ansiosamente pelo próximo release desse grupo. Sinceramente, aposto minhas fichas que vem muita coisa boa por ai desse encontro inusitado e muito benvindo. É esperar pra crer.









domingo, 7 de agosto de 2011

DANCE LAURY DANCE- Quando Ac/Dc encontra Motörhead



   Imagine o encontro entre Lemmy Kilmister e Brian Johnson. Imagine o casamento entre os riffs e refrões caracteristicos da banda Ac/Dc com a "sujeira", velocidade, visceralidade e solos "direto ao ponto" da banda Motörhead. Pois bem, voce encontrará algo muito perto disso na banda DANCE LAURY DANCE, uma excelente banda de Rock´n Roll advinda do país do "herói" barbudo, ranzinza e de garras afiadas dos quadrinhos, Canadá.
  Formada em 2007, a banda consegue mesclar de forma muito atraente essas caracteristicas das duas bandas, e ainda com o acréscimo de um toque próprio, sua própria marca, algo não tão facil de explicar que acaba criando uma identidade musical que remete de forma extremamente digna de elogios aos "primórdios" do Rock, algo sem firulas, desvios e exageros, um simples e puro Rock´n Roll visceral e chapante. Isso deve-se basicamente a dois fatores: aos riffs a la Ac/Dc do guitarrista Patrick Cyr e ao vocal rasgado e grave do senhor Maxime Lemire, que lembra em alguns pontos, guardando as devidas proporções, a voz do próprio Lemmy Kilmister.
  Os caras têm até agora dois registros: "Out With Rockers", de 2010, e "Living With The Roll", de 2011. Particularmente eu prefiro o segundo album, mostrando um amadurecimento claro da banda com sua própria maneira de tocar em relação ao anterior, ainda que Out With Rockers esteja embasado na mesma formula bacana de rock sujo e rápido. Na real, não pra dizer qual é realmente melhor, fico bem dividido entre os dois, com uma pequena preferencia pelo segundo. Mas ambos sao dignos de uma conferida com atenção, pois mostram uma banda que tenta retomar em pleno ano de 2011 um som que vem perdendo sua caracteristica basica entre tantas subdivisões, vertentes e marginalizações. Vale à pena!







"Out With Rockers(2010)": http://www.mediafire.com/?l2d3dr346vadk6u

"Living For The Roll(2011)": http://www.mediafire.com/?4aqzk0ulk4sa0yv